quarta-feira, 31 de março de 2010

Mentes Milionárias

(Maria Inês: meu grande tesouro)
Acredito que a riqueza das pessoas resida no todo de suas mentes. Pessoas milionárias cultivam um pensamento realizador, concretizador e, fundamentalmente, transformador. É por essa razão que a cada dia tento me policiar para exercitar um processo natural de enriquecimento que está acima de qualquer conceito: o enriquecimento pleno, dotado de fatores complexos para as pessoas que não entendem o verdadeiro sentido da palavra riqueza.

Claro que aquilo que está escrito no verbete do dicionário é objetivo na conceituação da palavra riqueza, mas os conceitos que partem dela é que se revestem de maior valor e é por essa razão que abordo aqui alguns conceitos originados da palavra riqueza. Porém não posso deixar de fazer uma abordagem irônica sobre o programa da Globo "Domingão do Faustão", já que o significato da palavra fausto, é rico. Portanto, o programa de maior audiência dominical assistido por milhões de brasileiros, especialmente pelos mais desprovidos de riqueza financeira e patrimonial é o "Domingão do Ricão"!

Creio que se colocassem o nome pelo significado da palavra e se desconsiderasse o verdadeiro nome do apresentador, não teria o sucesso que tem por uma simples razão: pobre detesta rico. Mas qual o motivo para tão grave sentimento? Simples! Os pobres não compreendem o sentido da palavra riqueza, pois se compreendessem também seriam afortunados.

Fico impressionado como existem pessoas que em razão de suas frustrações, colocam sempre a culpa nos ricos. Uns dizem que para ser rico é preciso ser desonesto, outros afirmam que todo o rico é mau e tem alguns que manifestam o absurdo princípio de que os ricos tem pacto com o mal.

Resumindo, precisamos mudar e para tal são necessárias algumas atitudes, como por exemplo, respeitar as pessoas ricas e vibrar com a felicidade delas. Pode parecer estranho, mas quando mandamos bons pensamentos aos outros eles retornam com força e nos alimentam das melhores sensações que a vida pode oferecer. Quando oramos por alguem que sofre, sentimos isso com maior clareza e, se o fizermos por quem já está bem, melhor ainda!

Sou uma pessoa rica desde o dia que percebi a riqueza que existe em mim. Meus talentos, minhas habilidades criativas, minha índole, meus ideais, minha família, enfim, tornei-me mais feliz, mais realizado e forte quando comecei a analizar tudo o que me foi ofertado pelo Criador. Não é uma questão apenas financeira. A financeira é um detalhe e o que mais vale é a atitude, o comportamento, do tipo tomar banho com esmero, escovar os dentes com prazer, olhar no espelho com satisfação, conversar com otimismo, festejar cada boa notícia e silenciar diante das adversidades.

A casa, o carro, o telefone, a roupa, o relógio, o computador, a mobília, os óculos, são apenas adereços da existência. Eles podem dar maior satisfação a quem os possui, mas nunca deixarão de ser adereços que podem ser conquistados por qualquer pessoa, dependendo unicamente da sua persistência e fé. Os verdadeiros valores da riqueza estão somente nas atitudes, nos pensamentos, nas palavras ditas, na capacidade de entender o que as pessoas e o mundo quer nos dizer.

Tudo isso é vida e para enriquecer, siga os seguintes passos:

O primeiro passo é nunca reclamar de nada, pois só reclama aquele que não se acha capaz de encontrar uma solução e é melhor expor o que pensamos que lamentar o que parte das outras pessoas.

O segundo passo é reconhecer que todos os seres humanos nasceram para a felicidade. Todos temos o direito de criar um ambiente de vida feliz e isso depende unica e exclusivamente de cada um de nós.

O terceiro passo é persistir em realimentar a alegria de viver cada momento da vida.
O quarto e definitivo passo é tentar descobrir ao máximo as qualidade e os valores daquela pessoa que sempre vemos quando paramos em frente ao espelho.

quarta-feira, 17 de março de 2010

REGRA SIMPLES



Minha maior dificuldade na escola foi a matemática. Tive uma professora que observou ser necessário "só" aprender as regras simples. O problema é que ela esqueceu de dizer que as regras simples acabam se tornando complexas com o tempo. Portanto, a matemática distorçeu minha compreensão sobre o simples e o complexo. O fato é que isso me atormentou bastante e muito me afastou dos bancos escolares, fazendo ser prazeroso agir contrariando as regras do viver bem e em paz.
Minha mãe foi a melhor professora que Deus poderia me presentear. Em razão dela, sempre gostei dos professores artistas, descompromissados com as regras e determinados a encantar os alunos com as perspectivas de um mundo feliz. Com professores artistas aprendi regras como da liberdade de pensar e o direito de sonhar, a regra da determinação em crer sempre no melhor da vida, dentre outras tantas que integram a mente das pessoas, digamos, felizes.
Ocorre que muitas pessoas como eu, tanto ouvem sobre essa história de regras complexas que passam grande parte da juventude tentando contrariar as regras menos compreensíveis. Isso atrasa muito o processo evolutivo social e econômico, se bem que pode proporcionar sabedoria sobre o necessário proceder diante das adversidades.
Mas já que estou escrevendo sobre regras, com o tempo criei as minhas que cito a seguir:


  1. Evitar qualquer tipo de reclamação, independente da situação em que me encontre.

  2. Insistir sempre em agradecer, mesmo que tenha vontade de reclamar.

  3. Crer que sempre é possível melhorar, mesmo que todas as regras demonstrem que a tendência é piorar.

  4. Pensar no benefício para o todo em toda e qualquer atitude que eu venha tomar.

  5. Falar todos os dias para o espelho o quanto é valiosa aquela imagem que vejo.

  6. Escrever aquilo que quero para jamais esquecer o quanto eu quis.

  7. Lembrar diariamente as pessoas que amo do quão grande é meu amor.

  8. Ser humilde com os humildes e esperto com os arrogantes.

  9. Fazer uma oração por dia para o desconhecido que precisa da minha oração.

  10. Falar com Deus em todas as situações.

Todas regras simples.


Depois que comecei a segui-las minha vida mudou de tal forma que passei inclusive a gostar de matemática.

domingo, 7 de março de 2010

Vem aí speak me


Estou estudando inglês. Não é exibicionismo, não! É uma constatação da necessidade de continuar sempre em frente. É uma necessidade! Sempre fui muito mal no idioma dos gringos norte americanos. Mas fui pegando umas pontas e outras e aprendi o mínimo. O mínimo mesmo...
Mas a saída é essa mesmo: aprender inglês, mesmo sem grandes motivos. É que meu desejo é entender o que falam aqueles que são vistos como poderosos? Seria em razão de ter uma vontade quase fanática que viajar e conhecer muito mais do mundo que ainda nem descobri completamente como funciona? Ou seria em razão do Oscar que hoje à noite ouvirei pelos tradutores,?
O verdadeiro é que o inglês é um tipo de alfabetização mais complicada: ou aprendemos ou continuamos analfabetos.
Mas resolvi estudar sozinho. A decisão chegou junto com a de emagrecer e o regime está infinitamente melhor que a aprendizagem do inglês. A nutricionista me parabenizou e minha amada companheira ainda está meio desconfiada dos meus estudos, já que sequestrei o curso que meu filho comprou em fascículos no ano passado.
Aprender inglês vai ser o máximo e falar inglês então, vai ser maravilhoso!!!
Por enquanto estou no primeiro fascículo e tenho ainda 23 adiante. Não vou desistir e o mais interessante é não ter professor. Não é como a dieta em que tenho metas, prazos e perspectivas de médio e longo prazo.
Aprender inglês é reaprender como se aprende. Quero descobrir o inglês que existe guardado na minha mente, já que o magro que existe em minhas memórias está renascendo como se fosse Fênix: das cinzas!!!

Generosidade



Existem pessoas que durante a vida inteira se mostram solidárias, compreensivas, generosas e fraternais. Costumo chama-las de anjos. O interesse em auxiliar os semelhantes é contagiante e isso independe do perfil ou estilo que adotam. Uns são desprendidos, outros recatados, formais. O certo é que os anjos são simplesmente anjos, não buscam autodestaque por suas atitudes pois é assim a sua natureza e a transparência no modo de agir, falar, expor seus pensamentos de sabedoria. São pessoas queridas e invejadas.
Também existem aqueles que costumo chamar de pessoal da matéria. Não são de todo ruins e muitos possuem talentos importantes que aplicam no cotidiano. Sempre buscam estar bem na foto, mesmo que antes da foto a realidade não seja aquela da imagem clicada, tampouco depois venha se transformar em paisagem. Na essência são invejosos, raivosos, dissimulados que por vezes nos confundimos pensando que eles também podem ser anjos. No entanto o pessoal da matéria inveja os anjos e nem sabe a razão de invejar. Eles não conseguem perceber as virtudes dos anjos, acreditam que todo o ato solidário de um anjo não passa de uma atitude interesseira e por isso não descobrem como é BOM fazer o BEM!
Mas há também o pessoal das nuvens. Não são anjos nem pessoal da matéria. São simplesmente gente humana, parte da grande massa. Vivem do jeito que dá e tudo o que querem é se dar bem. De vez em quando agem como anjos com pureza e amor no coração e de outras vezes agem como verdadeiros demônios contagiados pela maldade. São seres em evolução que ainda não escolheram o caminho.
Conheço poucos anjos , um número bem maior de pessoal da matéria e uma multidão dessa gente das nuvens.
O mais interessante é que todos são humanos e por mais que eu continue acreditando nos anjos, quando em vez, também tem suas escorregadas e por instantes habitam o nível intermediário como a gente das núvens. Já pessoal da matéria às vezes também, foge do convencional e se transfigura em gente das nuvens, daí sim, para colher algum resultado de uma atitude construtiva, preferencialmente pública para poder colher louros da ppopularidade de seus raros atos.
Os seres em evolução, diferentemente do pessoal da matéria, lutam querendo ser anjos como aqueles repletos de virtures e sempre valorosos. Se conscientes de não terem alcançado os patamares mais elevados, evoluem. Caso contrário, ao se julgarem superiores, retrocedem.
Hoje, em menos de meia década de meio século desta vida, compreendo e sigo caminhando entre nuvens esperando o dia em que alado, alcance a luz tão sonhada que identifica o superior na autêntica escala de evolução no universo: A Escala da Verdade.
Pense: Todos os verdadeiramente grandes se anunciam pequenos e é aí que reside a grandiosidade de suas existências.
A felicidade plena só habita por inteiro o coração dos humildes.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

VANTAGENS TRABALHISTAS

Interessante a decisão do eminente Juiz do Trabalho Dr. Rafael da Silva Marques, que determinou a proibição de realização de jogos de futebol entre 10 e 18 horas e, logo depois, autorizou jogos após às 18h somente em caso de temperatura inferior a 35 graus. Tal decisão deve ser respeitada em nome da autonomia da Justiça e da garantia do Estado Democrático de Direito, mas é difícil concordar.
Atendendo a um pedido do Sindicato dos Atletas Profissionais do Rio Grande do Sul, é legítima, mas contraria o bom senso. No entanto se o sol e o calor causam riscos e o sentido é de defender a integridade física de profissionais, deveria se exigir mudanças também para outras categorias, como as que cito agora:
- Os policiais deveriam ter mais limitado o horário para cumprir decisões judiciais. As prisões com mandado somente poderiam ocorrer do nascente do sol até 10h, ou após às 18h, até o poente.
- Salva Vidas não poderiam mais atuar entre 10h e 18h, o que obrigaria que fosse proibido o banho nas praias nesse período, já que as guaridas não protegem suficientemente os profissionais.
- Carteiros somente poderiam entregar cartas nas primeiras horas da manhã ou logo ao anoitecer.
- A construção civil somente poderia atuar com a utilização da robótica entre 10 e 18horas, já que os pedreiros poderiam ficar insolados. O adicional noturno, claro, seria obrigatoriamente incorporado aos seus salários, pois somente poderiam laborar fora daquele determinado horário.
- O trânsito de veículos (seria muito bom para o meio ambiente) somente poderia ocorrer antes das 10h ou após às 18h, já que os policiais não poderiam atuar diante de um calor tão intenso.
Antes de acontecer isso tudo, analisemos alguns importantes pontos.
- Em 1994 o Brasil foi campeão da Copa do Mundo dos Estados Unidos e os jogos aconteceram em sua maioria às 12h, com um calor escaldante que se aproximava dos 40 graus. Os erros nas cobranças de pênalti dos italianos que deram o título ao Brasil, poderiam ser questionados no Tribunal da FIFA?
- Os atletas profissionais, que ganham fortunas e tem uma elevadíssima performance orgânica, uma resistência infinitamente superior a qualquer cidadão, tem suas aposentadorias na maioria das vezes com menos de vinte anos de serviço e legislação trabalhista privilegiada e específica, spodem ser vistos como superiores a qualquer outro trabalhador que é obrigado a trabalhar de sol a sol?
São perguntas que precisam ser feitas.
Um motorista de ônibus trabalha diariamente cerca de dez horasem um calor infernal; os padeiros atuam nos fornos vivendo com temperaturas que alcançam 50º em seus respectivos ambientes; os cozinheiros enfrentam a mesma dificuldade e a nenhum deles é dada qualquer prerrogativa além do parco salário, tampouco se comenta sobre sua integridade física.
Sugiro aos que concordam com a decisão que se organizem e montem uma grande mobilização mundial. Diante do aquecimento global, dos contrastes meteorológicos, a decisão do Juizo Trabalhista até pode ser considerada acertada, desde que sirva de início para a fase em que todos, no melhor estilo Jô Soares, passarão a dormir durante o dia e trabalhar somente à noite.

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Educação Inteligente?

O que você acha da educação? A maioria das respostas dizem dos problemas do sistema de ensino, da desestrutura das escolas, do despreparo e desestímulo dos professores, dos investimentos equivocados pelos governos, sem contar com o fato de a tecnologia ser uma das maiores desculpas para o "empreguissamento" dos estudantes. Na minha ótica, o problema é só um: Está tudo errado! O caminho da educação passa pelo termo INTELIGÊNCIA, que sempre é esquecido quando se analisa o setor educacional. Não me refiro a alunos e professores inteligentes, mas em educação inteligente.
Temos um sistema de educação limitado, pré formatado, ultrapassado, negativo e responsável pelo desestímulo aos estudantes e forçoso comodismo aos educadores. A culpa não é deles, é do sistema, da forma como é feito. Em vez de centro permanente de construção do conhecimento, a escola se transformou ao longo do tempo em centro de preenchimento de horário de descanso para os pais. História, Geografia e Língua Portuguesa ainda são chamadas de disciplinas, quando deveriam ser tratadas como atrações.
Imagine a divulgação aos alunos na segunda-feira pelos autofalantes de um educandário público: "E atenção, hoje na sala 203 a Mestra Maria da Silva apresenta: CV - Isso mesmo! Conjugação Verbal! Você vai falar legal, você vai se transformar em um vencedor conjugando todos os verbos com perfeição! Logo depois, o professor Armando Quintanilha apresenta... Variações climáticas e seus reflexos na economia - Um show de geografia"
Claro que em temas mais complexos, seria necessário um diferencial. Na matéria matemática, por exemplo, o Governo deveria investir em prêmios e teríamos o seguinte anúncio: "Amanhã, a educadora Cláudia Pitagorina vai avaliar logarítimos decimais e equações exponenciais. Os primeiros colocados concorrem a um par de tênis Nike com plataforma!"
Mas para isso é necessário haver uma política de incentivo verdadeira. Não adianta construir salas, implantar centros de informática, cobrir ginásios, se as bibliotecas ainda são esconderijos de poucos e os professores não dão mais shows, aliás, muitos sequer sentem honra em ser professor.
Minha mãe foi uma grande professora. Com muita dificuldade, viajando em estrada de terra de Alegrete para Uruguaiana, com recursos escassos, formou-se em 1968 em pedagogia. Mais tarde fez especialização em educação, metodologia de ensino e didática. Passou a sua vida toda dizendo aos estudantes universitários que a educação é o caminho da felicidade e fazia questão de recordar as lágrimas de emoção que deixara cair a cada criança que conseguira alfaberizar. Acreditou sempre e deixou um legado extraordinário aos seus alunos e também a este filho que só resolveu estudar depois de ela ter partido para a eternidade.
Ao retomar a caminhada em 2001, aos 37 anos, percebi que a Universidade tem um pouquinho do que ela defendia e que ainda há uma esperança. A esperança é de que os professores descubram um jornalista em suas mentes e um artista em seus corações. A saída está com os educadores, mesmo que se insista que o caminho está no investimento e na valorização. Toda a classe precisa fazer a diferença, deixar de lembrar a situação difícil onde historicamente está colocada e perceber que o caminho é ele, o educador quem faz e só ele que pode mudar o quadro de descrédito instalado. O professor precisa ser capaz de analisar a grade pedagógica e sintetizá-la como o jornalista faz com o fato. Depois, precisa ser um artista, para evidenciar o ensinamento criado em algo verdadeiramente atrativo, interessante e necessário. Precisa se perguntar: "o que o aluno ganha com a aula que vou dar?"
Não adianta entrar para a aula falando inglês. É necessário dizer o que o aluno precisa fazer para aprendere a interagir com ele e também falar inglês como o professor. Não adianta dar trabalho para casa e acolher as cópias da internet, a escola da vida está dando aula às escolas convencionais e os alunos sabem mais que os professores sobre o real que vivenciam no dia a dia.
Os filhos deixaram de dar bênção aos pais, os jovens deixaram de pedir licença às pessoas mais velhas e apelidaram isso de falta de educação. Mas foram os pais e os mais velhos que ensinaram! alguém vai dizer que os pais não deixaram de ouvir seus filhos ou afirmar que os mais velhos alguma vez pediram licença aos mais jovens?
O mundo evoluiu, a cultura evoluiu. Hoje é permitido pensar, debater, discordar. O sistema educacional brasileiro ainda não aprendeu essa lição.

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Direitos do Trabalho e Tecnologia

Me questiono sobre o Direito do Trabalho, se é justo ou não. Resolvi escrever algo que passa despercebido pela maioria das pessoas e algumas somente lembram quando se vêem feridas em seus direitos. O brasileiro conseguiu com o passar nos anos, conquistar muitos direitos, prerrogativas e possibilidades, sem que com isso conseguisse se transformar em algo que no mundo corporativo é chamado de produtivo. Ao contrário, a produtividade brasileira é uma das menores do mundo. Os trabalhadores, guardadas suas regiões e respectivas origens, nada tem de produtivos.
Mas o que a produtividade tem a ver com o Direito do Trabalho? Tudo, senão vejamos: no Brasil, os profissionais produtivos raramente precisam buscar na justiça os seus direitos. Na maioria das vezes, resolvem suas pendências com os patrões, pois se tornam valiosos para as organizações e, portanto, conquistam mais direitos que aqueles previstos na pura descrição legal. O profissional produtivo recebe mais que um piso salarial, são agraciados com comissões cada vez melhores, trabalham com alegria e contagiam os ambientes com seus valores pessoais, repletos de emotividade e alegria de viver.
Por essa razão, creio que a CLT deveria ter sido desenvolvida com uma visão mais inteligente quanto aos valores do trabalho e do trabalhador. No entanto, a desinteligência do direito do trabalho faz com que cada vez mais se veja a promoção de verdadeiras injustiças nos tribunais. O pior é todos tem um pouco de culpa. O empresário, por não cumprir piamente o que lhe é determinado; o trabalhador, por agir de forma negligente e isolada de seus contratantes, pois se assim não fosse, dificilmente procuraria o Judiciário; por fim, o rito trabalhista, que deixa os magistrados limitados a análises superficiais sobre fatos, sem o desenvolvimento cognitivo as ações pelo mero fundamento da prova, dando-se enorme valorização às de cunho testemunhal.
O que precisa mudar é simplesmente TUDO.
Não é uma questão somente de Carteira de Trabalho. É uma questão de diário de trabalho. Cada trabalhador deveria ser obrigado a escrever pelo menos dez linhas diárias em um controle de atividade.
Não é uma questão de Direitos e Deveres: Cada trabalhador deveria receber, quando do ingresso em uma empresa, um polígrafo de pelo menos dez páginas contando suas atribuições e direitos, e essa apostila deveria ser assinada pelo patrão.
É sim, uma questão de necessária modernização e utilização da tecnologia com inteligência. Hoje a robótica e a cibernética estão presentes no cotidiano da grande maioria das pessoas. Você faz um curso técnico, mas não aprende a técnica da respeitabilidade às regras das organizações empresariais; você faz uma faculdade, mas não usa a faculdade da interatividade para encontrar um lugar transparente para produzir o que lhe foi concedido como conhecimento; você faz uma especialização profissional, mas não se especializa em perceber os pequenos detalhes, pois começa a enxergar o além, esquecendo do "aqui e agora"; você pode se tornar um Mestre, um PHD, ou qualquer gênero de Gran cosa, mas de nada vale tudo isso se não houver algo fundamental: essência.
Hoje a Justiça do Trabalho está ingressando na era virtual. Em breve o trabalho todo será eletrônico, com economia de papel e celeridade na resolução dos litígios... pausa... celeridade ou negligência institucional? Bem, só o tempo tem a resposta. Falando em tempo, não se pode esquecer que não será o computador quem decretará as sentenças.
Mas se serão os juízes quem decretará sentença, então será o juíz quem estudará cada caso e também ele é quem fará cada audiência.
É meu Amigo tempo... A tecnologia anda, os direitos se modernizam, o processo se tecnifica, mas no momento decisivo, tudo continua nas mãos do homem.
Tomara que fiquemos por aí e que ninguém se atreva a inventar o Magistrado Eletrônico.